Bakuman – Um anime sobre a indústria dos mangás e animes

©Bakuman – J.C.Staff

Oie!!! Aqui é a Manu, e dessa vez vou falar de Bakuman, um anime sobre a indústria dos mangás e animes.

Bakuman é um anime shounen com comédia, drama e romance, ele possui 75 episódios que foram divididos em 3 temporadas, contendo 25 episódios cada uma. A primeira temporada foi lançada em 2010, a segunda em 2011 e a terceira em 2012. O anime foi produzido pelo estúdio J.C.Staff, e é uma adaptação do mangá de mesmo nome – publicado no Brasil pela Editora JBC –, dos mangakás Takeshi Obata e Tsugumi Ohba (autores de Death Note).

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A história acompanha Moritaka Mashiro (apelidado de Saiko) e Akito Takagi que são colegas de classe (eles estão no 9º ano). Um dia Mashiro esquece seu caderno na sala de aula, e quando volta para buscá-lo encontra Takagi com ele em mãos. Takagi vê os desenhos de Mashiro no caderno, e percebendo seu talento artístico, e então propõe que eles se tornem uma dupla mangaká, onde Takagi escreve as histórias e Mashiro às desenha.

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Quando criança, Mashiro sonhava em se tornar um mangaká como seu tio Tarou Kawaguchi, criador de um mangá popular. Porém seu tio morreu por trabalhar demais, e Mashiro desistiu desse sonho e passou a estudar com o objetivo de se tornar um assalariado.

É verdade que vou me arrepender se eu manter meus sonhos e falhas, mas lamentarei muito se nem mesmo tentar.

Mashiro gosta de Miho Azuki, uma garota de sua sala, e Takagi acredita que ela também gosta de Mashiro, e usa isso para convencê-lo a trabalharem juntos, pois Azuki quer ser dubladora de animes.

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Mashiro faz uma proposta a Azuki, se conseguirem realizar seus sonhos – Mashiro e Takagi fazerem um mangá de sucesso que seja adaptado em anime, e Azuki trabalhar como dubladora nele – eles irão se casar (é isso mesmo, temos um pedido de casamento no primeiro episódio), e confirmando que gosta dele, ela aceita, porém com uma condição: eles não podem se falar até alcançarem seus objetivos.

Takagi e Mashiro começam a criar mangás com o pseudônimo de Muto Ashirogi, e querem ser um dos maiores mangakás do Japão.

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Acredito que Mashiro e Takagi combinam bem, pois na minha opinião, sozinhos eles seriam sem graça. A Azuki, apesar de seus dramas, também não chama muita atenção, sinceramente achei a mãe dela mais legal que ela. Pra mim, a melhor personagem é a Miyoshi Kaya (namorada de Takagi), ela é engraçada, ciumenta e briguenta, além de ser o maior apoio para a dupla mangaká.

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Durante os episódios vamos acompanhando a jornada da dupla para conseguir fazer um mangá que serialize e vire anime, além dos esforços da Azuki para ser uma dubladora de sucesso.

O anime mostrou toda a metodologia de criação de um mangá: o rascunho, a criação dos desenhos, dos cenários, dos quadros e a apresentação para a editora, que nesse caso é a Shueisha, responsável pela Shounen Jump. E é numa dessas apresentações para a editora que conhecemos o editor Hattori Akira, que acredita no potencial da dupla e aposta neles.

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Também somos apresentados a outros mangakás, entre eles o (antagonista) Eiji Niizuma, que tem idade próxima a Mashiro e Takagi, e eles o consideram seu principal rival. Eiji foi um personagem que não gostei muito no início, parecia infantil e folgado, porém conforme a história foi progredindo, me vi muitas vezes torcendo mais para ele do que para a dupla principal.

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Grandes obras da Jump foram citadas, como One Piece, Naruto, Dragon Ball e Bleach, e dessa forma o anime abordou a dificuldade de fazer um mangá que serialize, principalmente se forem histórias sem lutas.

A primeira temporada acaba quando Muto Ashirogi consegue sua primeira serialização de um mangá: “Detetive Trap”.

Pode ser só uma aposta, mas você não ganha na loteria se não comprar um bilhete.

Na segunda temporada a dupla está feliz com a serialização do mangá, porém não estão satisfeitos, até mesmo porque para que Mashiro fique com a Azuki o mangá precisa virar um anime. Confesso que isso me incomodou um pouco, pois eles nunca pareciam satisfeitos (não estou dizendo que eles deveriam se acomodar), e ao invés de fazer seu mangá crescer ainda mais, eles querem que vire logo um anime, e parece que desandam um pouco.

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Nessa temporada aparecem outros mangakás, como por exemplo Hiramaru Kazuya – que era um assalariado que odiava trabalhar, e um dia no metrô, ao ouvir uma conversa entre Takagi e Mashiro sobre desenhar mangá, largou seu emprego e virou mangaká (claro que o cara tem talento), achando que seria menos trabalhoso (coitado, não sabia onde estava se metendo) – e a Aoki Yuriko – uma mangaká que trabalhava para uma revista shoujo, porém foi aconselhada a mudar para uma revista shounen.

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Nesse meio tempo, acontece com a dupla a pior coisa possível, eles precisaram trocar de editor, e agora eles terão ajuda de Miura Gorou. Não que Miura seja um mal editor, mas ele não compreende a dupla, e suas “dicas de melhorias”, fazem com que a obra de Muto Ashirogi perca sua identidade, por assim dizer. Com isso e com mais concorrentes, a dupla começa a cair. Para se ter uma ideia, Mashiro acaba indo trabalhar como ajudante do Eiji.

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Muitas coisas acontecem, e na terceira temporada, a dupla está na sua terceira obra serializada, mas com tantas outras obras, eles precisam “brigar” para ficar numa boa posição no ranking da editora – por sinal, o primeiro lugar é todo de Eiji –, e levam um ultimato, se em seis meses não conseguirem alcançar o Eiji, terão sua obra cancelada.

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Vou parar por aqui, pois o anime tem muita história pra contar (afinal, passam-se pelo mais de 5 anos de história), já faz algum tempo que assisti e esse post está ficando bem grande… Claro que deixei muitos personagens de fora, mas infelizmente não dá pra citar todo mundo…

Apesar de serem 75 episódios, o anime não é cansativo, é tão empolgante que maratonei… A comédia é bem feita e os dramas profissionais também… O romance é bobinho e beeeem enrolado, mas o foco aqui não é esse. Sinceramente queria que fossem feitos animes e mangás reais das publicações deles, pois tem umas histórias bem empolgantes (principalmente a “principal” obra da dupla)…

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Falando de uma obra que fala sobre fazer mangá e anime, o estúdio não poderia faze-lo de qualquer jeito, a animação é boa e a trilha sonora também… A primeira opening é um pouco viciante…

Acho que essa obra precisa ser vista por todos aqueles que gostam de ler mangás e assistir animes, principalmente por ter sido baseada no dia-a-dia dos mangakás e editoras (quem sabe assim, somos menos chatos com os prazos). Inclusive, muitos personagens foram inspirados em editores e mangakás reais, quem sabe um dia trago um tópico falando só sobre isso…

Então é isso pessoal, vou ficando por aqui e até a próxima!

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