Primeiras Impressões: Gunjou no Magmel

Gunjou no Magmel

Gênero: Ação, Aventura, Super Poderes, Fantasia
Estúdio: Pierrot (Tokyo Ghoul, Bleach, Yu Yu Hakusho)
Fonte: Mangá
Diretor: Hayato Date (Naruto, Naruto Shippuuden)
Data de lançamento: 07 de Abril 2019

SINOPSE:

O repentino surgimento da ilha de Magmel, faz com que uma nova era de aventureiros comece a explorar os oceanos para desbravar o local cheio de criaturas misteriosas e recursos naturais que não existiam em qualquer outro lugar.

 

Analise e Opinião Pessoal Sobre o Enredo

A História que Gunjou no Magmel  – Magmel of The Blue Sea, conta parece ser bem atrativa. Um novo continente emergindo do oceano, possibilitando toda uma nova gama de flora e fauna para ser explorada e apresentada, e não só isso, a história que acompanhamos começa 35 anos depois do surgimento desse continente, o que faz com que todo um sistema já esteja estabelecido. Ao decorrer do primeiro episódio vamos descobrindo aos poucos como isso funciona. Existem os aventureiros, e suas diferentes classes, definidas por nível de aptidão, e há também essa função exercida pelo protagonista, pelo que deu a entender, que é de busca e resgate, de pessoas perdidas em Magmel.

© Pierrot / Gunjou no Magmel

Todos  os que se aventuram no continente, parecem atuar de forma autônoma, sejam os aventureiros, pesquisadores e mesmo o responsável pelo resgate. No entanto foram estabelecidas regras para a exploração da ilha, devido as muitas mortes que lá ocorreram, nos primeiros anos de desbravamento. E isso é o que faz com que os sistemas de nível sejam necessários para que se possa adentrar cada vez mais dentro do continente selvagem. Os diferentes tipos de animais e plantas são atrativos para as pessoas continuarem a se aventurar nesse local extremamente perigoso, e logo somos apresentados à plantas com capacidades específicas, capazes de fortalecer o corpo ou de curar doenças.

Infelizmente o personagem principal, não parece muito cativante logo de início, e fica uma dúvida sobre o que exatamente está acontecendo. Em determinando momento descobrimos que seus poderes, que foram mostrados no trailer da animação, são uma espécie de segredo. E a própria existência de pessoas com habilidades como a dele, são uma espécie de lenda. Essa mitologia própria, criada para a série é sim interessante, pois nos faz questionar sobre o que realmente aconteceu, e de onde vem tudo aquilo. A frieza aparente do protagonista é logo, diluída quando ele aceita um trabalho de resgate , vindo de um jovem com problemas de saúde.

© Pierrot / Gunjou no Magmel

Novamente os perigos e natureza completamente hostil de Magmel são mostradas em cenas que fazem lembrar um bom filme de ficção científica. Vemos humanos sendo usados como iscas para armadilhas de monstros, um fruto que pode dar energia, mas se torna venenoso em poucos minutos e o MacGuffin do episódio que é a tal “Lagrima de Epona”, uma planta que só floresce em cima de cadáveres.

Todos esses aspectos do roteiro da animação são ótimos complementos a aura de mistério que acabam suprindo a carência de real carisma dos protagonistas.

ANÁLISE TÉCNICA

O Estúdio Pierrot e sua nova animação, já chegam um pouco desacreditados, existe uma espécie de ceticismo diante dos trabalhos entregues pelo estúdio, e isso infelizmente volta a se comprovar em Magmel. A animação que tem momentos de 3d inseridas para compor cenários e aqueles “figurantes” que passam desapercebidos no fundo das cenas… Aqui são gritantes e completamente destoantes. Uma inconsistência na qualidade da animação que chega a ser realmente incômoda.  O próprio design dos personagens parece confuso as vezes, uma vez que esse mundo parece totalmente agressivo e amedrontante, temos animais com apelo completamente caricato, e pouco expressivos. Alguns personagens parecem ter um visual bem levado para o lado sério da coisa, enquanto outros ficam no especto mais ambíguo do design. Apesar de que ao que tudo indica, eles estão sendo bem fiéis a fonte original.

© Pierrot / Gunjou no Magmel

O roteiro é bem desenvolvido tendo seus plots bem apresentados, as informações sobre esse mundo são adicionadas aos poucos, e por termos um coadjuvante que não conhece muito sobre como esse universo, isso funciona e acaba ajudando na exploração dos por menores da trama. Infelizmente existe uma incongruência sobre isso, pois hora ele parece saber muito sobre aquele continente a ser explorado, hora ele parece confuso sobre seu funcionamento e as regras estabelecidas. O que faz com que se questione esse lado introdutório do roteiro.

Magmel, obviamente bebe de muitas fontes, e a historia que poderia se manter apenas na fantasia de aventura, acrescenta ainda os elementos de poderes especiais. Ainda carece de mais aprofundamento, porém é bem feito a cena de ação envolvendo o uso desses poderes. O uso da trilha sonora para criar a atmosfera do ambiente perigoso e ameaçador é muito bem aplicada, e aciona na mente o gatilho de historias de aventuras e exploração.

© Pierrot / Gunjou no Magmel

A abertura e o encerramento são satisfatórios, tanto no quesito de músicas, quanto de qualidade de animação, com atenção especial para a animação da abertura, que traz um clima agradável e informações úteis, e para a música do encerramento que lembra bastante aquelas musicas clássicas do bom e velho Shonen.

PONTOS POSITIVOS X PONTOS NEGATIVOS

A animação irregular e a falta de carisma são pontos extremamente negativos. Pois faria qualquer um dropar o anime diante de outras estreias mais atraentes na temporada. Porém, a historia desse mundo, que faz referência direta à fantasia de gênero, vista em livros como O mundo Perdido de Conan Doyle ou mesmo Viagem ao Centro da Terra de Julio Verne, é muito atrativa.

© Pierrot / Gunjou no Magmel

E não satisfeito com a criação de um continente novo cheio de maravilhas mortais, existe todo um sistema de controle desse mundo, com direito a personagens que agem como os “hunters’ de HunterXHunter, uma vez que eles são independentes para realizar seus trabalhos, mas obedecem a uma espécie de nivelação e categorização de suas habilidades. Logo as referências propositais e indiretas são grandes pontos positivos.

© Pierrot / Gunjou no Magmel

Existe no entanto, essa dúvida que permeia desde o fim do episódio, que é o porquê de acompanhar estas pessoas, ou o porque este protagonista deveria ser importante e eu como expectador deveria me importar com ele. E isso foi sanado apenas nas cenas do próximo episodio. Pois ao que tudo indica, teremos sempre esse profissional de Resgate, sendo contratado para alguma missão, e com isso a história se encaminha e evoluí. E esse aspecto diferenciado, pode ser a salvação para o próprio enredo, e a o protagonista, pois temos uma possibilidade enorme de vários contos sendo contadas. Histórias sobre o passado da ilha, ou sobre o presente, além dos aspectos humanos e o drama em potencial de várias pessoas diferentes sendo introduzidas a cada episódio.

 

VALE A PENA FAZER A REGRA DE 3? (ASSISTIR OS 3 PRIMEIROS EPISÓDIOS)

Sim. Com certeza!

 

NOTA DO EPISÓDIO :  3/5

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