Confession — Um mangá para te fazer pensar no que fala

Olá pessoas do submundo, eu sou o novo membro do AnimysticGhuttyerrys, e hoje gostaria de trazer a vocês uma obra que está longe dos holofotes, mas é simplesmente magnifica e intrigante do começo ao fim. 

Confession – Mangá de Fukumoto Nobuyuki 

“Dois amigos alpinistas, Asai e Ishikura, ficam preso no meio de uma tempestade depois de um acidente. Ishikura, sinceramente acreditando que ele está prestes a morrer, decide aliviar seu coração e confessa um pecado de seu passado. No entanto, ele sobrevive e ambos fazem o seu caminho para uma cabana abandonada, enquanto espera a ajuda chegar. Mas o conhecimento da confissão pesa sobre a ambos, e a longa espera sob a pressão começa a cortar fora a sua sanidade. ” Sinopse oficial.

O autor

Nobuyuki Fukumoto é artista de mangá conhecido por suas obras únicas e originais, análise psicológica profunda de personagens e estilo artístico distinto. Yakuza e jogos de azar são temas recorrentes em seus mangás. Algumas de suas obras mais conhecidas são Akagi e Kaiji. Diferentemente de obras comuns, o mesmo costuma criar cenário e situações embasadas no comportamento humano, nos mínimos detalhes de como uma mente reagiria a determinados momentos de sua vida.  

O conceito

A própria palavra conceito já nos pode confundir, sendo seu significado “compreensão que alguém tem de algo”, nesta obra está intrínseco os motivos, ou ausência de um para os atos que discorrem a cada página. Primeiro ele nos apresenta o seguinte cenário: Alpinistas presos numa montanha, sem ajuda, um deles sem visão de sobreviver mais que uma noite devido seu ferimento. 

Bom, rapidamente imaginei que alguém seria devorado. Como aconteceu em 1972, um avião havia caído nos Andes, e para sobreviver tiveram que se deixar levar ao canibalismo. Porém, em Confession, rapidamente a história nos apresenta o primeiro Plot, o primeiro Conceito 

 Ishikura, o alpinista com a perna ferida e incapacitado tanto de andar, quanto de se quer pensar que iria sobreviver, decide confessar. Ele se abre, como se estivesse diante da corte que decidiria seu destino pós morte. Um assassinato, é exatamente isto que Fukumoto nos entrega no primeiro capítulo.  

Acreditando fielmente que ao cair da noite, sua vida seria levada, seu corpo se tornaria tão frio quanto sua cama esbranquiçada de neve. Suas lágrimas parecem pesadas, em meio a sua confissão ele até mesmo nos diz, “Estava tão pesado”. É comum nos abrirmos com amigos, familiares sobre o que nos pesa o coração, acredito que nenhum de vocês tenha matado alguém, pelo menos espero que não. Mas, quando o fazemos estamos nos livrando do nosso passado e tornando-lhe o peso de quem nos ouve. Agora, Asai terá que carrega-lo, uma confissão de assassinato e seu amigo machucado.  

O real tormento

Um vento que parecia cortas a nevasca parece atrair a atenção de Asai, o mesmo caminha em direção a parte mais alta, quando os ventos começam a se acalmar, ele percebe que o chalé, sua salvação, de ambos. Seu amigo não precisaria mais partir, ao amanhecer. 

A recém confissão, foi entregue como último passo para a morte de Ishikura, acreditava que não precisaria mais se importar com seus atos. Agora confinados, um confesso, e outro atormentado por suas ansiedades. 

 

 A mente de Asai, uma mente tão complexa. Mas, começamos a acompanhar suas inseguranças acerca do seu amigo. Cada troca de olhar, cada pensamento e movimento ele imagina as formas que sofrerá uma consequência. Asai decidi usar o telefone do chalé para pedir ajuda, explicou a situação, menos sobre a confissão. E naquele lugar fechado, sua mente é o maior inimigo, ambos iniciam o processo que decidi chamar sequela, o resultado daquele ato não ficaria tão barato. Quanto custa tirar uma vida? Quanto custa saber quem o fez? Quanto tempo até a mente projetar a ideia “Ele irá me entregar, assim que nos tirarem daqui, tenho que fazer algo.” 

 

Conclusão

E assim, eu os indico este Mangá. Não é uma obra muito longa, tem apenas 11 capítulos. Claramente foge do foco atual que nos vem sendo entregues pelas editoras e sites diversos, como os Shounen. A arte desta obra é única, assim como seu roteiro e ideologias psicológicas, nos lembra alguns animes como Lupin, e os consagrados do Estúdio Ghibli. Mas, com firmeza em minhas palavras eu digo que não haverá arrependimento ao ler. Bem, se forem se arrepender, que seja de confessar algo a quem não deveria, especialmente se você for um Lolicon. 

 

Deixe um comentário, uma sugestão de mangá, diga-me o que achou. Até a próxima devoradores de mangás.

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