Onde começa a paixão pela animação?

Olá leitores do Animystic, eu sou o Guaraná e hoje nosso assunto será um pouco diferente do usual. Hoje eu decidi falar em um tom mais pessoal com vocês. Irei falar sobre como a minha paixão pela animação começou.

Revivendo a infância

Nesses últimos tempos, tive a honra de encontrar dois outros membros do Animystic, e nesse encontro, eu me deparei com um livro muito interessante em uma livraria. O nome do livro é ”Manual de animação”, seu autor é Richard Williams, o diretor de animação de ”Uma cilada para Roger Rabbit” um dos grandes clássicos da Disney que fez parte da minha infância. Não pensei duas vezes e comprei o livro na mesma hora.

Richard Williams©

Onde tudo começou

Dois anos atrás eu tive meu primeiro contato com este livro, foi na mesma época em que eu estava começando a me interessar por animação, mas eu sabia que teria que iniciar pela animação ocidental antes de partir para a japonesa. O livro de Williams foi o meu começo, ele conta histórias de produção de vários filmes e desenhos animados para TV. Além de contar também sobre animadores específicos da era de ouro.

Depois deste livro, eu tive a certeza de uma coisa: Eu estava apaixonado. Não havia mais volta, tudo o que eu queria era consumir mais e mais conteúdos sobre animação. Foi a partir dele que eu comecei a pesquisar sobre vários gênios da animação daquela época e as formas de como eles revolucionaram e criaram a ”Era de ouro da animação”.

Richard Williams/Disney©

 

Em vários trechos do livro, eu conseguia sentir na pele várias coisas do que estava sendo citado, e em um dos trechos, há uma certa curiosidade sobre a produção de ”A Branca de Neve”, que foi o primeiro longa metragem animado da história. No tal trecho, Williams dizia que vários dos animadores do filme já haviam reservado suas vagas nos hospitais, pois sabiam que iriam ficar doentes de tanto trabalhar. Essa frase mexeu comigo de uma forma que até hoje eu tenho total empatia por todos os animadores.

Depois de aprender sobre os estilos de Tex Avery, Ken Harris, Williams, Art Babitt e até de animadores mais recentes como James Baxter (Esse último tem até um personagem em Adventure Time em sua homenagem). Eu decidi partir para a animação japonesa. Comecei a pesquisar e aprender sobre os estilos de Miyazaki, Takahata, Yoh Yoshinari, Yutaka Nakamura, Shingo Yamashita entre outros grandes animadores.

Richard Williams ©

Seja você mesmo

Estilo. Essa palavra fez outro trecho do livro de Williams circular sobre minha mente: ”Os desenhistas tem que parar de tentar criar seu estilo próprio de arte. Estilo não se cria, ele se adquire, e quanto mais você desenha, mais perto estará do seu próprio estilo”.

Nesse momento, um filme passou na minha mente. Eu comecei a imaginar o quanto cada um desses animadores teve que desenhar para poder chegar a um resultado que eles pudessem olhar e falar ”É isto que eu quero desenhar pelo resto da minha vida, essa será a marca do meu trabalho, do meu sangue e suor”.

Bones©

E sem ao menos perceber…

Sabe, são várias as pessoas que perguntam para mim ”Guaraná, onde começou sua paixão pela animação?”, acho que eu nunca vou ter uma resposta certa para essa pergunta. Lembro que em um certo dia, acordei e vi certa cena no Twitter, já tinha visto ela umas 100 vezes, e por algum motivo, aquela tinha sido a primeira vez em que eu havia chorado com uma animação. Eu conseguia sentir naquele momento, todo o amor do animador pela cena. Era como se ele estivesse falando para mim ”Aproveite, esse é o meu presente para você”. Eu acho que esse caso é o mais próximo que posso dar como resposta.

Sabe, eu nunca vou cansar de falar sobre animação. Tenho certeza que daqui para frente minha paixão por ela só tende a aumentar cada vez mais. Souma, um dos personagens que eu mais gosto da atual Shounen Jump, cita uma frase que me faz lembrar muito da minha paixão pela minha animação: ”A jornada só é divertida, quando você não sabe para onde está indo”. E é esta frase que me motiva a continuar nessa busca pelo quase infinito mundo da animação.

Pedro Guarani

Tenho 21 anos de idade, sou apaixonado pela parte técnica da animação japonesa. Escrevo sobre animação, enquanto tento engolir o fato de que meu melhor amigo me trocou pela namorada.

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