Primeiras Impressões: Fairy Gone

Fairy Gone

Gênero: Ação, demônio, sobrenatural, magia e fantasia
Estúdio:
P.A. Works (Angel Beats, Shirobako, Irozuku Sekai, Another)
Baseado em: Original
Diretor:
Kenichih Suzuki (Drifters, JoJo Part 1)
Data de estreia: 08 de abril de 2019

Sinopse:

Fairy Gone se passa em um mundo onde as fadas possuem e habitam em animais, dando-lhes habilidades misteriosas. Por remover os órgãos de um animal possuído e transplantá-los em humanos, as fadas podem ser invocadas como um “alter ego” e serem usadas como armas destes humanos que as possuem. Tais indivíduos que usavam fadas como ferramentas de guerra eram chamados de “Soldados das Fadas“. Após o fim de uma grande guerra, estes seres completaram seus papéis, e os soldados perderam seu propósito. Alguns começaram a trabalhar para o governo, alguns se juntaram à máfia, e alguns até se tornaram terroristas, pois cada um escolheu seu próprio caminho para um recomeço.

Desde então, nove anos se passaram, até que Marlya, uma nova recruta da organização mafiosa Dorothea a qual investiga crimes relacionados a fadas, acaba se envolvendo em uma situação política criminosa, com conflitos passados e atos de vingança, onde os Soldados das Fadas lutam por justiça em um caótico mundo pós-guerra.

Análise e opinião pessoal sobre o Enredo

Vou dizer que o maior motivo para ter escolhido Fairy Gone para os meus textos de primeiras impressões foi por causa desta imagem promocional acima. A primeira imagem divulgada chamou muito a minha atenção devido a essas cores quentes junto de um cenário… Selvagem, eu diria. Mas indo direto para a história, algo bem interessante é que ele se passa em um mundo pós guerra; guerra esta que foi determinada por Soldados de Fadas.

©P.A.Works / Fairy Gone

Agora, esqueça tudo o que você sabe sobre fadas fofinhas e bonitinhas. Ao que parece, em Fairy Gone, as fadas nada mais passam do que seres espirituais que servem como um gatilho para a personificação de um ser místico, também podendo defini-los como um alter ego. Levando essa ideia em mente, isso me remete muito a um certo jogo/anime que também usa muito desses seres sobrenaturais como um alter ego. Sabe do que estou falando? Se não, estou me referindo a famosa série Persona, na qual os personagens da trama também possuem um alter ego em forma de “soldados” para serem usadas em combate.

©P.A.Works / Fairy Gone

Seguindo para além do conceito e tudo mais relacionado a estes seres, outra coisa interessante é que a existência destes Soldados de Fadas é altamente ilegal hoje em dia. Dando a entender que é estritamente proibido usar estes poderes sobrenaturais para benefício próprio ou talvez até em qualquer outra situação, afinal não foi explicado exatamente a que ponto essa restrição pode chegar. A história de Fairy Gone parece se centrar em Marlya Noel em busca da sua amiga de infância Veronica Tohrne, que foram separadas na Guerra de U.E. 481, quando crianças. Outro que também faz parte da Dorothea e deve se tornar o parceiro de equipe ao lado da nova recruta Marlya é o Free Underbar, que provavelmente está buscando o paradeiro do seu amigo Wolfran.

Análise técnica

Mais um anime original da P.A. Works. De uns anos para cá eu venho me interessando cada vez mais pelas obras originais deste estúdio. Eles vinham tendo uma consistência nas suas animações e trilha sonora, porém pecavam muito no enredo. Podemos citar algumas evoluções do estúdio quanto as suas obras originais, temos aqui ShiroBako, Maquia (Filme) e o mais recente Irozuku Sekai no Ashita Kara, contudo dessa vez parece que foi o contrário. A animação estava bem abaixo do que o de costume e o investimento deles para a obra parece ter sido raso, algo que não é muito comum de se ver.

©P.A.Works / Fairy Gone

Algo que me intrigou durante a animação é que eu observava muito os traços do design de personagens do anime que logo me remetiam a Banana Fish. Tendo isso martelando na minha cabeça, logo descobri com uma rápida pesquisa que a Takako Simisu designada para a função de character design em Fairy Gone, também estava no meio da equipe de Banana Fish.

©P.A.Works / Fairy Gone

A abertura e encerramento do anime pelo grupo (K)NoW_NAME me remeteu muito às músicas do OLDCODEX, principalmente à música Feed A do anime God Eater. As cenas da abertura são carregadas de 3DCG, assim como nos movimentos dos seres invocáveis durante todo o anime. Não digo que é ruim, é uma forma inteligente de cortar gastos. Muitos animes hoje em dia fazem isso, e um bom exemplo de anime que sempre fez isso é a própria franquia de Yu-Gi-Oh.

Pontos positivos X Pontos negativos

Estava bem preocupado com o que Fairy Gone poderia mostrar com o primeiro episódio. O meu medo era que acabasse se tornando algo parecido com Owari no Seraph. Não estou dizendo que Owari no Seraph é ruim, apenas que ele foi se desgastando e se perdendo no caminho… E existe uma semelhança a isso,  com o anime da vez.

©P.A.Works / Fairy Gone

Fairy Gone não me decepcionou totalmente, pois o episódio foi carregado com cenas de ação, uma trama de mistério envolvendo flashback para a progressão sadia da história e acima de tudo um desenvolvimento leve dos personagens principais logo de cara. Mas mesmo assim, a animação mediana não me convenceu. Claro que eu esperava mais do estúdio encarregado, assim como foi na animação de Irozuku: The World in Colors que saiu na temporada de outono do ano passado.

©P.A.Works / Fairy Gone

Para mais um ponto negativo é como eu disse ali em cima. Eles vão ter que saber trabalhar muito bem esse roteiro para que não fique maçante e exaustivo. O primeiro episódio teve muita coisa jogada de uma vez e várias portas foram abertas para serem desenvolvidas durante o decorrer dessas próximas semanas, inclusive para aquela cena pós crédito. Vamos ver no que vai dar.

Será que vale a pena fazer a regras de três? (assistir os três primeiros episódios)

SIM!

Nota do episódio 01: 3/5

Henry(Vulpixs) Yamaguchi

Fundador e CEO do Animystic. Moro no Japão desde pequeno até então, sou trabalhador diurno e editor de podcast nos períodos da noite. Amante de animes com boa história, literatura e tudo que envolva mitologia

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