Primeiras Impressões: RobiHachi

RobiHachi

Gênero: Sci-Fi, Espacial
Estúdio: Comet (Capitain Tsubasa, School Rumble)
Fonte: Original
Diretor: Shinji Takamatsu (Danshi Koukousei no Nichijou, Grand Blue)
Data de lançamento: 8 de abril

Sinopse:

Neo Tokyo, o ano G.C. (Galaxy Century) 0051, que marca meio século desde que o primeiro contato foi feito. Os humanos obtiveram tecnologia de navegação super leve e formaram uma comunidade de planetas com alienígenas. Uma onda de má sorte afeta o autoproclamado escritor independente de reportagem Robby Yarge, que tem cerca de 30 anos de idade. Ele falha no trabalho, então seu contrato é cancelado. Sua namorada o deixa, ele quase morre em um acidente de trânsito e os cobradores de dívidas vêm atrás dele.
Um dia, um ladrão rouba a bolsa de Robby e um jovem o ajuda. Hatchi Kita, um funcionário de meio período de 18 anos, pega o criminoso e devolve a bolsa de Robby. Robby lhe oferece sua gratidão e uma refeição em troca. A dupla descobre que eles são completamente opostos e logo se separam.
No entanto, Hatchi aparece novamente na vida de Robby como cobrador de dívidas. Hatchi explica que é seu trabalho de meio período trabalhando para o agiota Yan. Começa uma perseguição de gato e rato, e Yan, o presidente de finanças da Yan, leva seus subordinados Aro e Gra para o passeio. Robby consegue escapar de Hatchi e escapar para o espaço enquanto se livra do grupo de Yan. Robby pensa em fugir para Isekandar, um planeta distante e lendário na Via Láctea, que é dito para trazer felicidade para aqueles que vão para lá. Embora Robby pensasse que ele havia escapado para o espaço sozinho, ele descobriu Hatchi dentro de sua espaçonave. Os dois decidem viajar pela galáxia juntos em busca de Isekandar.

Análise e opinião pessoal sobre o Enredo

Ao ver que Hobihachi se tratava de um anime SyFy (gênero tão pouco explorado no universo de animes) mesmo que o mesmo seja original (o que muitas vezes nos deixa com um pé atrás) decidi apostar neste anime (Porque, meu Deus, Porque?). Bom, vamos falar da obra, e já adianto que se você espera uma jornada heroica pelas estrelas, está totalmente enganado, o episódio nos trás Robby fugindo das pessoas para quem deve, e como não havia outra maneira de escapar, porque não ir para o espaço não é? Mas vamos voltar um pouco e ver como o anti-herói Robby conhece o estranho Hatchi.

© RobiHachi / Studio Comet

Começamos o anime vendo Robby correr (com uma movimentação estranhíssima) atrás de um ladrão (que consegue se movimentar de forma ainda mais estranha) que roubou sua “futura vida de felicidade“.  O mesmo foi pego por Hatchi, que aparece do nada e devolve a bolsa para Robby. A partir daí, temos uma sequencia horrível de piadas ruins dubladas por seiyuus muito pouco inspirados. Como agradecimento Robby paga um lanche para Hatchi. O pior de tudo é que a cena é acompanhada de um dialogo gigante dos 2, que deveria ser para introduzi-los ao público, porém, é apenas uma sequencia de piadas que não levam a nada nem a lugar algum.

© RobiHachi / Studio Comet

Após se divertir, Robby chega em casa e é visitado por Hatchi que se apresenta como cobrador de sua divida, E após, o próprio agiota vir cobrar, a coisa mais esquisita de todo anime aconteceu, a Casa de Robby na verdade é uma nave, e o mesmo sem outra alternativa, resolve fugir para o espaço. Porém, caro leitor, você deve estar se perguntando, “mas Raul, oque há de estranho nisso?”, e eu respondo amigo, estranho é simplesmente o fato de Hatchi que estava na nave, ao invés de para-lá diz: “posso ir junto?”, se juntando a Robby (e seu robô coelho), da maneira mais tosca do mundo.

Daí a tosqueira só piora pois com uma animação em CG extremamente precária, temos uma perseguição pelo espaço e espantem-se um robô gigante que se movimenta no espaço sem nenhum tipo de propulsão.

Análise técnica

O Anime nos apresenta um BG (background) muito bonito, mas acredite, para por aí, pois a modelagem de personagens é estranha e muitas vezes torta, como a animação dos mesmo ou é cercada de movimentações estranhas ou eles simplesmente não animam, como a cena em que Robby está tocando saxofone, porém, seus dedos não se movimentam (note na imagem abaixo como parece que o fêmur esquerdo do personagem Robby parece até estar quebrado).

© RobiHachi / Studio Comet

Além da animação, as trilhas sonoras não combinam nada com o momento do anime, que não se resolve se quer ser uma comédia com esquetes ou um anime syfy com aventura. As trilhas para esquetes muitas vezes entram em cena de ação, e as trilhas de ação entram em cenas de piada. Ainda falando de tracks, no inicio do anime vemos trens e carros voando na cidade e os 2 tem o mesmo som, inclusive é o mesmo som da nave de Robby (só com o volume mais alto), o que por si só demonstra as deficiências do anime. E além de tudo isso temos a impressão que os seyuus não se entregam a cena, dando a nítida impressão que os mesmos estão apenas lendo o texto.

Pontos postivos X Pontos negativos

Como dito no tópico acima, O Background é o único grande ponto positivo para este anime, oque é muito pouco para agradar os fãs de syfy e comédia, já que o anime não se resolve com o roteiro, não sabendo definir se quer ser um esquete ou um syfy de aventura, a trilha sonora é pífia, traços de personagens muitas vezes são tortas, a animação trás movimentos lentos e estranhos, além do CG ser lento demais.

© RobiHachi / Studio Comet

Para os próximos episódios, se bem explorados, a interação entre os 2 personagens principais pode ser o ponto alto deste anime, porém acho que dificilmente isto acontecerá, já que no primeiro episódio o anime já mostrou ter um roteiro extremamente preguiçoso.

Vale a pena fazer a regra de 3?

Não, não vale!

Nota do episódio 01: 1/5

Posts Relacionados