[3 + 1] Melhores professores dos animes

Oi eu sou o Bruno, e dessa vez trago um 3 + 1 diferenciado. Inspirado pelo novo anime Jujútsu Kaisen, a lista de hoje é de “melhores professores dos animes”. Não tem como negar nos animes, tem sempre aquela figura mítica que não apenas vai guiar o personagem como também nos inspirar.  

Portanto sem mais delongas, vamos a esse 3 + 1 ! 

 

1 – Satoru Gojō 

© Jujutsu Kaisen – MAPPA

Conforme já mencionado, essa lista surgiu graças a ele, o mais novo queridinho de todos os otakus. Além do visual que chama atenção, o personagem surge no anime com status bem elevado. Primeiramente ele é considerado um dos feiticeiros mais fortes de todos. Posteriormente o que cativa nesse sensei é sua personalidade brincalhona, que parece não levar as coisas muito a sério. Porém isso se mostra quase uma fachada, quando nos deparamos com uma de suas falas mais impactantes até então no anime: 

© Jujutsu Kaisen – MAPPA

Existem pelo menos dois elementos dignos de nota em referência a essa fala do personagem. Em primeiro claro sua estima pelos seus alunos. Além da clara preocupação de todo professor, Satoru se mostra realmente impactado pelos acontecimentos que levaram até aquele momento. Similarmente, o segundo ponto a se destacar é o aspecto pedagógico real aplicado as ações do personagem.  Ao longo da cena ele afirma que o necessário para realmente mudar o mundo em que eles estavam, seria uma formação diferenciada dos indivíduos. 

© Jujutsu Kaisen – MAPPA

Acredite ou não essa filosofia pedagógica é um braço amplamente difundido em cursos de ensino superior hoje em dia. E sua origem vem do educador e filósofo Paulo Freire, que entre outras contribuições para a pedagogia, é reconhecido pela sua filosofia da Pedagogia da Libertação. Um dos aspectos dessa corrente de ensino é buscar diretamente a educação como algo transformador e acima disso, libertador do indivíduo. Para se desfazer das diferenças sociais é necessária uma educação libertadora das opressões.

 

2 – Koro – Sensei 

© Assassination Classroom – Brain’s Base

Dessa vez, o personagem em questão é protagonista em Assassination Classroom. Nesse divertido anime, aqueles tidos como os “piores alunos” de uma escola japonesa recebem a missão de matar seu professor. No entanto esse professor é uma criatura com tentáculos e diversos poderes, que se incumbiu da missão de ensinar esses jovens. Seja como matar seu alvo ou matemática avançada, Koro Sensei está determinado que seus alunos atinjam sucesso. 

©Assassination Classroom – Brain’s Base

De fato, todos já devem ter visto algo desse anime. Portanto não cabe entrar em mais pormenores além de que em sua distorcida abordagem de ensino, alguns fundamentos pedagógicos são realmente bem apresentados. Em resumo o professor nesse anime, consegue facilmente transparecer uma corrente de pensamento educacional que está em discussão nos últimos tempos.

Essa seria a Pedagogia com Empatia. 

“precisamos entender como o outro pensa, faz suas buscas, e interpreta as informações para poder intervir nessa “trilha mental”. A empatia nos convida a entender que há muitas trilhas mentais diferentes, que aprendem, interpretam e encontram soluções por caminhos mentais diferentes, e que precisamos estar abertos a isso a todo o momento, enquanto profissionais.” – Denise da Vinha em Empatia na Educação 

Conforme explanado nesse trecho, retirado de um artigo do site O Futuro das Coisas, o professor precisa enxergar o aluno com empatia. Notando suas limitações e como ele percebe o mundo a sua volta. Em seguida, saber entender o processo de aprendizagem de seus alunos.  Em suma, isso não poderia ser melhor representado em um anime. Pois em diversas cenas notamos os diálogos únicos de Koro com um de seus alunos, onde ele os incentiva em seus pontos fortes. E tenta entender o que funciona e o que não funciona na hora de ensinar. 

©Assassination Classroom – Brain’s Base

3 – Onizuka 

Finalmente justificando a minha bio nesse site, vou falar de Great Teacher Onizuka. Todavia Onizuka é o personagem mais controverso até agora. Pois ao contrário dos outros exemplos que tinham um mundo fantástico a sua volta, aqui temos uma representação do mundo real. Em princípio Onizuka era um ex-líder de gangue que decidiu se tornar professor pelos piores motivos possíveis. No entanto o personagem apresenta bons momentos enquanto educador e chega a ser um ótimo contraponto em relação ao sistema educacional engessado no qual ele é inserido. 

© GTO – Tohru Fujisawa

Um dos aspectos desse professor, que o torna diferente, é como ele passa a se relacionar com os estudantes. Seja conversando e realmente ouvindo os dilemas deles ou agindo diretamente para evitar que eles se machuquem. Onizuka enxerga seus alunos enquanto indivíduos. No entanto, essa relação não é simples. Mas enquanto aspecto a ser destacado, é muito importante ver como ele se distancia dos outros professores pelo fato de reconhecer dentro de uma classe diversas pessoas com motivações diferentes, e não uma massa única que deve ser moldada. 

Com toda certeza, essa relação que enxergamos no anime mostra como é importante existir uma conexão entre as pessoas. Como resultado disso passa a existir um ambiente que favorece a evolução. Ainda mais, essa característica é muito trabalhada por um dos educadores mais importantes dos últimos tempos:

Rubem Alves

“… Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim “affetare“, quer dizer “ir atrás”. É o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado. – Rubem Alves ”  

Conforme exemplificado na citação, as experiências de vida e a relação interpessoal das pessoas é algo diretamente ligado a como vai se dar o processo de aprendizagem. Mais uma vez, sei como Onizuka não é o melhor moralmente. No entanto, existe sim um aspecto muito digno nesse personagem, que é a sua capacidade de se relacionar e se identificar com os outros a fim de ajudá-los visando suas necessidades. 

 

+1 – Jiraya 

© Naruto – Pierrot

Nesse sentido não podia faltar o querido Ero-Sennin. Logo que ele é um dos personagens mais amado pelos fãs de Naruto. Em primeiro lugar, Jiraya foi mentor de diversos personagens antes do protagonista do anime. Além disso nenhum outro personagem teve tanto impacto na história da vila de Konoha e no próprio Naruto. No entanto o personagem também possui defeitos morais. 

© Naruto – Pierrot

Desde sua introdução, o personagem alternava entre uma personalidade mais arredia em relação a responsabilidades e sua dedicação em proteger seu lar.  Conforme o anime se desenvolve, esse aspecto é aprofundado e explorado. Decerto, em diversos momentos o personagem toma para si muitas responsabilidades, e até mesmo a missão suicida de evitar conflitos. No entanto isso não o impedia de viver à sua maneira. Explorar seus desejos e o próprio mundo (além de ser um autor best seller hahaha). 

© Naruto – Pierrot

Certamente, fiz questão de trazer esse personagem pois ele não é apenas um bom exemplo dentro do universo do anime, mas também para nós que consumimos a obra. Enquanto ele não tinha vergonha de si e ademais não se limitava ou limitava seus sonhos. Eventualmente, ele transmitiu seus conhecimentos e fez o possível para que seus alunos pudessem prosperar a sua própria maneira. Aliás, essa é melhor característica em um professor, ser exemplo e um pilar para seus estudantes. (Momento chorando pelo Ero-Sennin) 

© Naruto – Pierrot

Por fim, encerro essa pequena lista, com esses exemplos que me marcaram pessoalmente e que tem sim bastante por trás. De fato, se tiver curiosidade sobre fontes, dicas de outros professores dos animes ou mesmo discordar de algum aspecto mencionado, comente. Lembre de dividir seus conhecimentos e seguir o exemplo dos professores citados. 

See You Later Elevator! 

Posts Relacionados