A Biologia das Kagunes de Tokyo Ghoul

 

Olá! Aqui é o Bruno, também conhecido como D.A.(Doctor Anime) e hoje iremos falar sobre A Biologia das Kagunes de Tokyo Ghoul, abrangendo o mundo dos ghouls e ciência em um só post 🙂 

Antes de começar, a Andressa, redatora aqui no Animystic, fez um post excelente sobre A tragédia de Tokyo Ghoul, é um excelente post e vale o tempo de leitura!

Sem mais delongas, vamos lá.

Tokyo e o mundo dos Ghouls

Tokyo Ghoul, obra de Sui Ishida, e animado pelo estúdio Pierrot, se passa na cidade de Tokyo em um mundo fictício onde a humanidade convive com seres semi-humanos chamados de “Ghouls”, esses seres são carnívoros, na cadeira alimentar, os predadores de humanos. 

Além disso, a comida “normal” para os humanos, como vegetais e carne de animais criam repulsa e indigestão aos Ghouls que necessitam da carne humana para se alimentar devidamente.

Devido a isso,  a humanidade, por ser maioria, marginaliza essas criaturas e começa a combater-los, assim muitos humanos dedicaram-se a estudar os Ghouls, seus pensamentos e em especial sua biologia, tanto que parte do plot da obra se passa através disso também.

Ghouls Manga

© Tokyo Ghoul, Sui Ishida

O corpo dos Ghouls

Quando pensamos sobre a biologia desses seres, na obra, o próprio mangaká afirma que a fisiologia deles (ou seja, o funcionamento do corpo) é muito similar ao do ser humano, com exceção de dois fatores: um é a questão de só sentirem o gosto de algo bom vindo da carne humana e o outro é de um tipo celular específico desse grupo: As células RC.

Ilustração cel.RC

© Tokyo Ghoul, Sui Ishida

A célula RC é uma forma de célula que está presente em grande quantidade no sangue dos Ghouls, ela tem diversas funções, desde desenvolvimento do corpo de um Ghoul, regeneração, força,  até ser externada como arma. 

Apesar de não mostrar a totalidade das capacidades dessas células, talvez a mais importante seja a de formar as Kagunes.

Dieta do Ghoul

As cél. Red Child são obtidas a partir da alimentação de carne humana.
© Tokyo Ghoul, Sui Ishida

A biologia das Kagunes em Tokyo Ghoul

Dentre as teorias apresentadas no mangá, a Kagune é dita como um órgão do Ghoul que é usado para capturar suas presas, essa arma é emitida a partir do Kakuhou, uma “bolsa” existente no corpo deles que estoura e libera as células RC.

Essas células, diferente de todas as outras do corpo humano, tem uma propriedade especial de poderem transitar entre o estado fluido e sólido, de acordo com a vontade do Ghoul e classificando, portanto, a Kagune como um órgão somático (que atua conforme a vontade do indivíduo).

Tipos de Kagune

Tipos de Kagune, a partir de onde o Kakuhou se localiza.
© Tokyo Ghoul, Sui Ishida

Tal órgão de captura pode se manifestar de diversas formas, uma armadura, uma lâmina, garras, tentáculos, enfim, diversos tipos de estratégias que mostram que há um quê evolutivo nessas criaturas. 

Portanto, essa estrutura é o que apavora tanto os humanos, uma arma letal contra os homens e que, junto da força física sobre humana, levam os Ghouls ao topo da cadeia alimentar.

As armas humanas não funcionam contra eles?

Um dos “brilhantismos” de Sui Ishida é o fato de trazer a realidade para a obra, e isso é explicado pelos antagonistas aos Ghouls, chamados de Doves, humanos que são detetives anti-ghouls. 

Através da ciência os Doves conseguem criar diversas armas contra seus predadores, entretanto ,continuam a sofrer com seus ataques. Mas todos seus equipamentos de combate tem uma coisa em comum: são feitas das células RC ou a partir das Kagunes. Ou seja, projéteis de ferros, aço, entre outros, são pouco eficazes contra eles.

Quinque

Uma quinque, gerada a partir de uma Kagune.
© Tokyo Ghoul, Pierrot

Como as kagunes se aproximam da realidade?

Se considerarmos as células RC, não temos exemplos de células que se comportam tanto como sólido e fluido ao mesmo tempo. Todavia, podemos fazer certas aproximações com algumas substâncias que temos na natureza.

No Filo dos Artrópodes (que abrange os insetos, entre outras classes) todos ali possuem uma característica que é o exoesqueleto feito a partir da Quitina. 

O Exoesqueleto é uma estrutura que delimita à forma do ser, tem por função principal proteção, além de outras. A Quinita, por sua vez, é um carboidrato que compõe o exoesqueleto desses animais, é muito mais resistentes ao ser comparada com outras moléculas usadas para esse mesmo fim.

fórmula estrutural da quítina - A biologia das Kagunes em Tokyo Ghoul

Formula estrutural da Quitina
© Wikipedia

Podemos imaginar que as Kagunes tem, em certo grau, uma aproximação com a quitina, as células RC podem se juntar e revestir músculos, entre outras estruturas formando a estrutura predatória.

Esse novo biomaterial formado pelos tecidos humanos + Cél. RC é material de alta dureza, passando do grau 5 na Escala Mohs.

Escala Mohs para diversos materiais - A biologia das Kagunes em Tokyo Ghoul

Printscreen escala mohs
© Wikipedia

A escala Mohs é uma métrica para a dureza de diversos materiais, é medida a partir de experimentos em laboratório, medindo cristais e metais, entre outros. 

Ou seja, ao passar o grau 5, estamos falando de um material mais duro que o aço, afinal em muitas cenas do mangá os Ghoul resistem a ataques de aço por parte dos Doves e, por isso, temos um material que supera o aço, explicando o porque de somente as próprias Kagunes podem ser usadas para combater os Ghouls. 

Então, tudo isso é o que consideramos sobre A biologia das Kagunes em Tokyo Ghoul.

Por fim, obrigado pelo espaço e tempo de leitura. Como sempre, referências estão logo abaixo.

Gosta de FMA? Já se perguntou sobre a Pedra Filosofal? Como ela Funciona? Qual o valor dela? Então dá uma olhada nesse post 🙂 

Referências:

Bruno Rezende

Estudante, 23 anos, curioso e leitor assíduo. Apaixonado por animes, e sempre afim de aprender.
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