A tecnologia do Mako Reactor no FFVII

 

Olá! Aqui é o Bruno, também conhecido como DA(Doctor Anime), e que tal descobrir A tecnologia do Mako Reactor no FFVII? Não sabe o que é? Gosta do jogo? Então continue lendo, vamos reunir ciência e esse universo em um só post 🙂

 

No jogo Final Fantasy VII há a presença de um elemento na Terra chamado de Lifestream, que é dita como uma energia que existe no planeta, guardada em alguns locais subterrâneos, mas que de alguma forma abastece todo o globo por pequenos “ramos”. Essa energia inunda seres vivos, o ar, entre outros, e é fruto de diversas interações entre o que é vivo.

 

Lifestream, © Square Enix, Final Fantasy VII

 

Em Midgard existe uma companhia chamada Shinra Electric Company, que é responsável pelo abastecimento da energia elétrica dessa cidade. Só que ao invés de usarem hidrelétricas, termelétricas ou outros jeitos convencionais que nós usamos para gerar energia. Essa empresa teve a sacada única de conseguir usar a Lifestream como matéria prima para gerar esse recurso.

Assim, batizando o seu produto energético de Mako, a Shinra conseguiu canalizar a Lifestream e gerar energia suficiente para alimentar sua própria indústria e a cidade que cresceu ao redor, Midgard.

 

Shinra Company, © Final Fantasy VII Remake, Square Enix

 

Mas como será que funciona a tecnologia do Mako Reactor no FFVII ?

 

De forma geral, as usinas de energia que temos hoje convertem algum tipo de energia em energia elétrica, energia térmica como no caso das termelétricas, o movimento de queda da água (energia cinética) como nas hidrelétricas ou usando a energia nuclear, e por aí vai.

Geralmente, usa-se a água como um intermediador, para que passe por uma transformação e consiga transmitir essa energia para outros mecanismos que por sua vez convertem a energia térmica/de movimento em energia elétrica. 

 

Funcionamento Reator Nuclear(simplf.), © Biologia Total – Blog

 

E no caso do mako?

Todavia o Mako não é gerado a partir da combustão de carvão e não é como uma cachoeira, como geramos energia elétrica a partir dele? Nesse caso, o que mais podemos aproximar a tecnologia dos Mako Reactor é de Reatores Nucleares.

Por exemplo, Reatores Nucleares usam as reações de fissão ou fusão de núcleos atômicos a fim de gerar energia suficiente para que possa transformar água em vapor, esse vapor movimenta turbinas, por consequência fazendo um imã mexer-se várias vezes dentro de uma bobina e causando uma variação magnética, o que é expressado pela Lei de Faraday e portanto consegue-se produzir energia elétrica. 

 

Lei de Faraday(Ilustr.), © Portal R7

 

Já o Mako é manifestado na obra como um fluido de cor verde “neon” que possui um alto teor energético. Dessa forma, é possível utilizá-lo para fazer com que núcleos atômicos possam sofrer fissão e gerar energia como se fosse uma usina nuclear de fissão  algo similar, gerando, no final, o mesmo processo.

 

Reação de Fissão Nuclear(ilustr.), © Biologia Total – Blog

 

O que temos parecido com isso na realidade?

 

Bom, não temos um fluido que tenha essa capacidade como o Mako, possuímos alguns fluidos como os que se tem dentro do núcleo da Terra, mas que são matéria e não algo etéreo igual a Lifestream. Porém, já tivemos na história da ciência algumas hipóteses que poderiam se aproximar disso  que foram invalidadas ao longo do tempo.

 

Ele é renovável ?

 

Primeiramente, se formos pensar no Mako como algo que é criado conforme o planeta vai vivendo, é entendível que ele é um recurso limitado e não renovável. 

O planeta tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos, ou seja, essa energia demorou todo esse tempo para ser formada quando começou a ser usada pela Shinra Company. Entretanto, a velocidade de uso desse recurso é bem maior. 

Vamos pensar que a capacidade de produzir energia de 108 reatores Mako seja próxima a de um reator nuclear, ou seja,  100.000 MW, equivalente a 24% da energia elétrica consumida no Brasil anualmente. Portanto, precisaríamos de aproximadamente 405 reatores Mako para produzir 100% da energia no país.

Agora, se pensarmos que cada reator consome 100L de Mako por produção ao mês, estamos falando de 40500L de Mako ao mês somando tudo, e 486000L por ano, e isso para um único país.

É claro que a quantidade de Lifestream disponível no planeta deve ser absurda, a de petróleo também é, mas veja que ele já tem uma previsão de acabar, pois nosso consumo é muito elevado. 

 

Portanto, Mako ou Lifestream não é um recurso renovável, na verdade é bem limitado. 

 

E o perigo de usar eles ?

 

Bom, os perigos não são muitos distantes comparados a uma usina nuclear. As nucleares, em maioria, ficam próximas do mar para poderem resfriar o sistema com mais facilidade, por isso há risco de aumentar a temperatura das águas próximas e risco de contaminá-las em um rompimento.

 

Reatores Angra I e II, © ELETRONUCLEAR

 

Já o Mako, como retratado na obra, tem capacidade de ser um contaminante, causando danos fortíssimos para os seres vivos. Por isso, sim, o Mako é um recurso extremamente energético e eficiente, mas com uma periculosidade alta. 

 

Obrigado pelo tempo e espaço de leitura, até a próxima! Referências e sugestões de leitura estão logo abaixo.

 

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Referências:

Bruno Rezende

Estudante, 22 anos, curioso e leitor assíduo. Apaixonado por animes, e sempre afim de aprender. Outros posts em: https://thedoctoranime.blogspot.com/
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