Achados na Netflix – Sturgill Simpson Presents Sound & Fury

Oi eu sou o Bruno, e dessa vez de volta pra mais um “Achados na Netflix!“. Conforme já revelado no título a obra da vez é Sturgill Simpson Presents Sound & Fury. Assim como na indicação da série de comédia Blazing Transfer Students, o texto não terá spoilers a fim de apresentar o conteúdo e trazer informações adicionais para você aproveitar o curta.

Curta metragem?

Em primeiro lugar é válido mencionar que Sound & Fury pode ser visto como um curta metragem, apesar de logo ficar evidente que ele não é só isso. A obra surgiu de uma vontade do artista Sturgill Simpson, de ter uma versão animada para as músicas do álbum que ele estava trabalhando. De tal forma, o artista firmou parceria com Junpei Mizusaki que dirigiu a animação pelo estúdio Kamikaze Douga.

Sturgill Simpson Presents Sound & Fury – © KAMIKAZE DOUGA

Posteriormente, o álbum foi lançado em 2019 e junto dele uma animação que conta com 41 minutos. A obra audiovisual foi lançada pela Netflix, e apresenta a seguinte sinopse:

No anime de visual arrebatador, um carro segue rumo a uma batalha contra dois adversários monstruosos em um inferno apocalíptico.

Em síntese, a obra combina o som cheio de referências ao rock, blues e psicodelismo à saga de uma figura que lembra um antigo samurai ou shogun. Vagando por um mundo pós apocalíptico, dominado por guerra, drogas e violência.

Sturgill Simpson Presents Sound & Fury

Quem é Sturgill Simpson?

Sem dúvida é importante mencionar que Sturgill Simpson, é um cantor e compositor americano, ganhador do Grammy de melhor álbum Country em 2016 com a obra A Sailor’s Guide To Earth.  Conforme dito pelo próprio artista, o novo trabalho do cantor acabou se tornando: ” sleazy, steamy rock n roll record”.  

Capa do disco Sound & Fury

Nesse sentido Sound & Fury realmente apresenta uma sonoridade que lembra o hard rock, punk e claro os gêneros já citados como blues. Ao mesmo tempo não deixa de possuir faixas que ainda tem uma clara base de country. Ainda mais a relevância bem como o sucesso do álbum fica evidente uma vez que ele entrou para o TOP 50 da Billboard em 2019.

Ademais, é curioso observar a variação da sonoridade do artista. Segundo matéria da Rolling Stones, o álbum de 2019 é classificado pelo cantor como o mais “pesado” e “sujo” que já fez. Por analogia vale a pena conferir a música original que fez para o filme The Dead Dont Die, em comparação com a música Song Along do novo trabalho.

Junpei Mizusaki e a obra em si

Similarmente, Junpei Mizusaki também é bastante reconhecido por trabalhos em animação. Não apenas como diretor como no filme Batman Ninja, como também produtor em Jojo’s Bizarre Adventure, as duas só para ilustrar o trabalho do artista.

No filme, disponível no catálogo da Netflix, é possível conferir durante os créditos o grande número de pessoas responsáveis pelo trabalho. Isto fica evidente também pelos diferentes estilos de animação presentes na obra. Além da arte cheia de referências visuais mais conhecidas, houve também um trabalho com atores em live-action. Resultando em um conteúdo muito rico.

Sturgill Simpson Presents Sound & Fury – © KAMIKAZE DOUGA

Apesar de não pretender revelar nada aqui no texto, deixo o aviso de que existe mais conteúdo após os créditos. Logo vale a pena assistir tudo, uma vez que é uma experiencia tanto visual quanto auditiva. Nesse ínterim, ressalto que apesar de se valer de abordagem “violenta” e usar essa estética, existe uma mensagem clara sobre isso na obra. Assim como uma dedicatória muito importante no fim do filme.

Sturgill Simpson Presents Sound & Fury – © KAMIKAZE DOUGA

Concluindo: Referencias!

Primeiramente, confesso que assisti a obra sem saber de quase nada do que explanei até aqui. Lembrava de já ter visto o nome Sturgill, em algum lugar, e descobri posteriormente ser do filme The Dead Don’t Die. Todavia, a obra sozinha chama a atenção, claro pelos elementos mais clássicos referenciando Mad Max e outras obras distópicas. Assim como a fusão de uma estética “japonesa” com o cyberpunk pós apocalíptico.

Sturgill Simpson Presents Sound & Fury – © KAMIKAZE DOUGA

Nesse sentido me surpreendi ao ver que se tratava praticamente de um “visual álbum”.  Prática comum hoje para levar a música para um ambiente multimídia. A exemplo do recente trabalho da cantora Beyoncé com seu Black is King. Assim como o rapper baiano Baco Exu do Blues  e seu Bluesman (Vencedor do Grand Prix de Cannes).

Sob o mesmo ponto de vista, claro não há como não lembrar automaticamente do duo Daft Punk e seu álbum Discovery. Dessa vez não apenas criaram uma narrativa visual para suas músicas, como também fundiram com a animação japonesa, dando origem claro a hits que dominaram os anos 2000.

Não apenas esses citados, mas diversos outros artistas tem dando espaço para criadores japoneses exporem suas visões e explorarem a animação em união com a música. Sobre esse tema ainda, cheguei a escrever um texto indicando algumas obras: 3 + 1 — Animes, Hip Hop e VideoClipes!

Por fim…

Visto que Sturgill Simpson Presents Sound & Fury, chegou a ser anunciado na Comic Con de San Diego, e hoje esté disponível mundialmente. É muito animador ver cada vez mais pessoas abraçando e valorizando os “animes”. Não só isso, é mais interessante ainda ver essa mistura de uma sonoridade country com samurais num futuro distópico.

Sturgill Simpson Presents Sound & Fury – © KAMIKAZE DOUGA

Se essa ultima frase não te convenceu a ir assistir a obra, não sei mais o que falar. Exceto que ouve isso aqui:

Seee You Later Elevator! 

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