Natsunagu: Quando quatro minutos valem mais que vinte e quatro.

Iae pessoal, como estão vocês, tudo suave? Aqui estou eu novamente, Pedro, também conhecido como aquele guri do texto de Girl’s Last Tour, se você não leu ainda, LEIA! Pois, sinceramente, aquele texto deu muito trabalho, e dentro da minha medíocre incapacidade, tentei criar algo que estivesse à altura de carregar o nome de uma obra que admiro tanto. Então, foram bons dias e dias escrevendo e mais dias e dias revisando e várias horas me questionando se aquilo era mesmo o que eu queria ou se realmente estava bom. De qualquer modo, não sei responder essas questões com precisão até hoje, contudo, o texto está lá para quem quiser ler, assim como o animê e o mangá estão por aí para quem quiser se deslumbrar com essa mais que recomendada experiência.

Por isso, dessa vez, optei por diminuir minhas ambições, mais que pretensiosas, e escrever algo mais descomplicado e trivial, porém não menos fundamentado e dedicado. Assim, neste texto, vamos conversar sobre Natsunagu!. Este que, para todos os fins, era uma das minhas apostas para essa temporada, um animê de 4 minutos produzido por um estúdio desconhecido. Logo, simbora falar sobre o primeiro episódio!

©Natsunagu!

Sendo assim, comecemos com um resumo básico. Uma guria que mora em Tokyo possui como melhor amiga virtual Itsuki, uma residente de Kumamoto. Um dia, diante da perda dos meios de comunicação com sua web friend, ela acaba indo visitá-la pessoalmente. Como pode ver, não é uma narrativa muito complexa, no entanto, esse tipo de complexidade nunca foi sinônimo de qualidade, principalmente quando se fala de obras curtas como um animê de 4 minutos, ainda mais quando ¼ é dedicado ao encerramento (ending).

Portanto, mesmo que animês de curta duração sejam constantemente esnobados, muitas vezes com razão, por sua recorrente superficialidade, falta de aspiração e de memorabilidade, Natsunagu é um ótimo exemplo de como se utilizar a eventual adversidade do tempo a seu favor. Pois, simples 240 segundos são o suficiente para se apresentar um enredo, inicialmente, redondo e objetivo, bem como, uma apresentação visual cativante.

©Natsunagu!

O design, mesmo que comum, possuem um frescor e vivacidade revigorantes através da escolha de cores heterodoxa e singular. Da mesma forma, os cenários usufruem igualmente desta qualidade, além de demonstrar um cuidado especial com os detalhes. Sobretudo, destaco o maravilhoso poster do animê, presente no quarto da protagonista. Eu simplesmente amei isso!

©Natsunagu!

Contudo, não é só no campo estético e visual que este se sobressai. O roteiro, como citado anteriormente, também possui seus méritos. Pois, em tão pouco tempo, este consegue construir 3 ou 4 boas quebras de expectativas, bastante engraçadas, que auxiliam fundamentalmente a agilidade presente no ritmo, ainda assim, sem perder o compasso gostoso do episódio. Além disso, demonstrou uma ótima utilização de estratégias ao contornar uma chamativa coincidência, usada para dar o pontapé inicial ao enredo, que, sem o cuidado necessário, poderia ameaçar a suspensão de descrença do espectador. Tornando, desse modo, a improvável situação em um momento engraçado e divertido, através de um lampshading fusionado, a uma quebra da quarta parede, que justamente evidenciam propositalmente e comicamente, a improbabilidade da situação.

Desta maneira, novamente transformando um possível contratempo em uma qualidade digna de apreciação. Assim, me arrisco a dizer que, talvez, ao longo dos episódios, essa se prove a grande qualidade dessa obra.

Aliás, não posso esquecer de tomar nota, adorei a atuação de voz da personagem principal, ela consegue, mesmo com o curto tempo, dar personalidade e injetar verdade em suas falas, a partir de micro-situações cômicas dispostas pelo roteiro para, intencionalmente, reforçar as características da personagem. Sendo esta, uma boa estratégia quando se lida com a escassez de tempo. Já que, dessa forma, apesar de não sabermos nada sobre ela, já nos simpatizamos com seu carisma de maneira natural.

©Natsunagu!

Portanto, eu posso estar um pouco animado demais com o primeiro episódio e ter acabado por me exaltar um bocado, todavia, não me arrependo, pois realmente foram bons quatro minutos e com certeza não precisava ser mais que isto. Gostei e tô feliz, acertei na aposta. Por isso, pessoas, vejam este animê! São só quatro minutinhos e quatro minutinhos que valem muito mais que outros vinte e quatro por aí; principalmente nessa temporada.

Assim sendo, me despeço aqui, fiquem com esse texto, até o próximo e assistam este que, provavelmente, será o animê mais injustiçado da temporada devido a sua duração. Concluindo, vejam Natsunagu e hasta la vista

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