Pai, o paralelo do amor – Somali X Kakushigoto

Pai pode ser muitas coisas em nossas vidas. Eu sou a Bruna Tais, trago aqui animes fantásticos que vão aquecer nossos corações, contando a história de amor entre pais e filhas. Animes completamente distintos, mas com um enredo parecidos, com ambientação minimalista e delicada.

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A princípio temos o anime Somali to Mori no Kamisama produzido pelo estúdio Satelight coproduzido em parceria com a Crunchyroll. Contudo baseado no mangá de mesmo nome escrito por Yako Gureishi, estreada com 12 episódios.

Somali simultaneamente mostra um mundo dominado por variadas espécies inumanas. De acordo com inúmeras diferenças e preconceito por parte da humanidade a extinção nesse mundo foi iminente. Um golem guardião das florestas encontra uma garotinha humana sozinha expostas aos perigos, todavia resolve ajudá-la encontrar sua família. sem contar com o inesperado apego e amor paternal, ele se vê em desespero para proteger sua filha dos perigos ao mundo. Portanto saem em uma aventura a procura de alguém que possa proteger a pequena Somali.

© Sateligh/crunchyroll

Logo depois Kakushigoto um mangá com adaptação em anime do estúdio Ajia-do Animation Works e dirigida por Yūta Murano com apenas 12 episódios. Com Takashi Aoshima cuidando da composição da série, Shuuhei Yamamoto do design dos personagens e Yukari Hashimoto compondo a trilha sonora da série.

Kakushigoto conta a história de pai e filha vivendo lado a lado, mantendo sua existência pacífica enquanto o pai tenta preservar seu segredo. No entanto, há um ditado: “não há segredos que o tempo não possa revelar”. Com o tempo, Hime deve aprender a realidade por trás das coisas que ela tomava como certa quando cresceu. Kakushi Gotou é um artista de mangá um tanto popular, cujos trabalhos são conhecidos por conteúdo inapropriado. Por causa dessa ousadia, quando sua filha Hime nasceu, ele prometeu manter sua profissão escondida dela, acreditando que ela ficaria desiludida ao descobrir. Essa crença induzida pela paranoia leva Kakushi a situações agitadas. Apesar de ser pai solteiro, ele faz o possível e costuma recorrer a extremos apenas para proteger seu segredo.

© Ajia-do Animation Works

Os mundos se encontram… Pais e filhas

Em contra partida temos dois universos distintos, mas que se unificam na sua premissa, ou seja, o amor de pais contadas em ambas as histórias. Às vezes o amor de um pai é demonstrado de diversas formas, nessas obras a proteção extrema foi o ponto chave para demonstrar esse afeto. O sacrifício de cada personagem, transpassa muita emoção a quem assiste, conseguindo tirar algumas lágrimas do público.

De acordo com o enredo cada protagonista tem algo em comum. Kakushi perdeu sua mulher, com dificuldades, tenta dar o seu melhor cuidando de sua filha Hime, pensando em tudo para que nada lhe falte. Do mesmo modo que o golem abandona as florestas, para dedidcar o fim de sua vida a uma solitária garotinha que encontrou. E por fim, ambos os pais buscam suprir vazios perdidos no tempo. Quando na verdade todo ato e decisão tomada são suficientes para demonstrar a importância das suas filhas para eles.

 

Diversidade Comum

Algo que acaba se beneficiando bastante desse estilo visual é o worldbuilding (ambientação) das séries. Somali se passa em um mundo completamente fantástico, com todo tipo de criaturas estranhas habitando o mundo. Os cenários, especialmente das florestas, comunicam-se muito bem para esse tipo de impressão. As florestas cheias de cogumelos, animais e plantas esquisitas, bem como as cores utilizadas nos deixam sabendo logo de cara que o mundo criado é completamente minimalista.

Nesse sentido temos ainda Kakushigoto que não fica pra trás, mesmo trazendo uma arte simplista, mas com traços e cores delicados. Dando um ar de leveza e aconchego, diferente de somali, com uma arte toda colorida, deixando o ambiente mais carregado. Aprecio muito animes de ótima fotografia, e essas animações trabalhou com êxito, podendo oferecer muitos papeis de parede.

As cenas onde CG foi utilizado ficaram bonitas e não atrapalharam na imersão. O fato dos animes não ter cenas de ação mais movimentadas certamente contribui para que isso seja possível, então os estúdios direcionaram bem os recursos que tinham nesse sentido.

“É preciso ensinar cuidadosamente à criança a odiar os vícios por sua própria estrutura e ensiná-las a natural deformidade, para que fujam deles não somente pelas ações, mas principalmente em seu coração; que um só pensamento de vício lhes seja odioso, seja qual for a máscara que use.

Montaigne

Dois  animes que recomendo fortemente, pois ambos conseguiram arrancar lágrimas e aqueceram o koro. E com uma frase do filosofo Michel Montaigne eu me despeço, encontro vocês na próxima até mais…

Já que está de saída, que tal ouvir o nosso podcast comemorativo de 2 anos do Animystic?

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