Doki Doki Literature Club – O jogo de terror que irá te surpreender

Opa, como vai você? Alice aqui e hoje falaremos de um dos jogos que mais marcou o final de 2017 e começo de 2018, principalmente por conseguir ser – em pouco tempo – um dos jogos de terror mais bem ranqueados da Steam. Portanto, o assunto em si é Doki Doki Literature Club.

Doki Doki Literature Club – ou apenas DDLC – é um jogo do estilo Visual Novel. Dating Simulator e de Terror Psicológico lançado em setembro de 2017 pela Equipe Salvato, composta apenas por Dan Salvato, sendo seu primeiro jogo.

Ele pode ser adquirido de forma gratuita na Steam, entretanto, existe a possibilidade de pagar um pouco pelo jogo e receber um livro virtual com os conceitos e artes iniciais do jogo. 

Mas, sobre o que diabos é Doki Doki Literature Club?

O jogo conta o enredo de um personagem sem nome, que acaba conhecendo um clube de literatura em sua escola através de sua amiga de infância, Sayori.

Mesmo relutante em relação a ideia de se juntar a um clube, seu personagem é facilmente convencido a ficar quando vê as membros do mesmo: a tímida e reservada Yuri, a baixinha estressada Natsuki e um rosto familiar, Monika, a antiga presidente do clube de debates com quem estudava. 

Com isso, você passa tempo e escreve poemas nesse clube, podendo escolher entre as garotas – com exceção da Monika – para ter um relacionamento, como todo bom dating simulator.

Mas nem tudo é o que parece ser

Como dito anteriormente, DDLC é um jogo de terror, mas pela descrição inicial ele acaba não parecendo ser um.

Na verdade, muita gente acabou ficando confusa na época que o jogo bombou, afinal, todo seu marketing e descrição faz com que o mesmo pareça apenas um dating simulator comum. 

E, sinceramente, esse é o grande charme do jogo.

Obviamente o enredo não é extremamente simples e típico de Visual Novel. Inclusive, já que o tópico ainda é o enredo, ele é divido em dois atos, sendo uma divisão bem clara. A primeira parte do jogo é onde parece estar tudo normal, até um evento extremamente importante acontecer.

Depois, o jogo começa a agir de forma estranha, dando diversos bugs e glitches. Além disso, o comportamento das garotas muda de maneira drástica.

Basicamente, o jogo inteiro muda e realmente mostra o porque da tag de terror psicológico, além de ter diversas quebras de quarta parede, mexer nos arquivos do seu computador e entre outras formas. 

Falando de forma breve da minha experiência pessoal com o jogo, o fato de eu jogar ele inteiro sabendo que é de terror, mas nada acontecia até o ponto de virada. Isso só deixavam as coisas mais tensas para mim, em um nível que eu senti ansiedade enquanto jogava, porque na minha cabeça, a qualquer hora alguma coisa poderia pular na tela ou acontecer alguma coisa.

E os aspectos técnicos?

CG de Doki DokiÉ um pouco difícil analisar os aspectos técnicos de uma visual novel. Explico de forma um pouco breve para quem não conhece tanto o gênero.

A visual novel é praticamente um livro interativo, ou seja, você mais lê a história do que realmente “joga” alguma coisa. Todavia, o gênero sempre tem alguma forma de inovar em questão de jogabilidade.

Por exemplo, Danganronpa é uma visual novel e tem uma forma diferente de realmente ser “jogável”, sendo os tribunais de classe.

Enquanto isso, Doki Doki tem outras formas de interação, a maioria são ligadas a segunda parte do jogo, enquanto na primeira parte a forma de ser “jogável” é na confecção de poemas para as garotas.

Como tudo parece um dating, sim, você precisa conquistar uma das três garotas – Yuri, Sayori e Natsuki – através de poemas.

Quando o poema agrada mais uma do que as outras, mais interações com a mesma são liberadas e, consequentemente, o jogador começa a ter ligações com as garotas, fazendo com que o ponto de virada acabe se tornando mais chocante.

A arte feita é muito boa, cada personagem tem um design que faz sentido com suas personalidades, mimetizando aqueles aspectos genéricos de dating simulator, quase de forma proposital.

Entretanto, as artes mais detalhadas das cenas em “CG” – que são aquelas que ocupam a tela inteira e são próprias de algum segmento – são bem desenhadas e dá uma boa atmosfera e imersão dependendo da mesma. 

A trilha sonora é outro ponto bem forte do jogo, principalmente porque ela está relacionada com a história do jogo. Todas as músicas são feitas no piano e são gostosas de ouvir, algo que você pode se pegar escutando no seu dia a dia. 

Agora que vimos sobre o aspecto técnicos, a partir de agora vamos falar sobre o que movimenta a base de fãs do jogo até agora: as teorias sobre o mesmo. 

A partir de agora o post terá spoilers, então só prossiga se já jogou o game. 

Os segredos de Doki DokiTela de poemas Doki Doki

Desde o lançamento de Doki Doki Literature Club a fandom tem se movimentando para descobrir os mistérios que rodeiam o jogo, principalmente as coisas escondidas nos arquivos do jogo.

Em uma das pastas do arquivo, existem os arquivos .chr de cada uma das personagens.

Entretanto, o motor de programação do jogo não reconhece arquivos .chr (mesmo que, quando você interage com os arquivos, algo no jogo pode acabar mudando).

Foi então que a comunidade descobriu coisas escondidas nos arquivos das meninas, que acabavam revelando novas informações sobre a história do jogo. 

A maior e mais conhecidas das teorias é que Doki Doki Literature Club é praticamente um trailer jogável de um futuro game, que está escondido dentro do jogo e que teria a data de lançamento prevista para 2020.

Porém, nada da Equipe Salvato saiu de fato, mesmo que o próprio criador do jogo tenha admitido que está preparando algo para sair ainda esse ano, ou no começo do ano que vem.

Outra coisa importante são os poemas das garotas. Além deles revelarem muito sobre a personalidade de cada uma, algumas dicas sobre esse “jogo escondido”.

Tal jogo, chamado de Projeto Libitina, estão entre esses poemas. Também existem “poemas especiais”, que o jogador recebe durante a novel, geralmente eles dão alguma pista, ou são só enigmáticos e macabros.

Existem também alguns easter eggs do jogo que podem acontecer tanto no primeiro ato, quanto no segundo, tendo chances mínimas de acontecer.

Durante o meu primeiro gameplay, acabei pegando uma das mais raras e, sinceramente, mais macabras. Existe uma chance de 1 em 64 de, ao iniciar o jogo pela primeira vez, a tela inicial aparecer de forma um pouco diferente e bem assustadora.

Tais possibilidades aleatórias de eventos acabam aumentando o fator “rejogável” da novel, já que precisaria de outras tentativas para conseguir todas. 

Outra coisa descoberta pela fandom é que o final de “Just Monika” não é o único possível. Existe um final diferente e que desbloqueia uma nota secreta, que é bem trabalhosa para conseguir.

O jogador precisaria fazer a rota de cada uma das garotas na mesma gameplay, antes da morte da Sayori. Se assim fizer, o final não será totalmente corrompido e terá algo extra para você. 

Em conclusão, Doki Doki Literature Club é uma ótima novel de terror, principalmente quando você joga sem saber muito sobre o que se trata. Entretanto, mesmo quando você sabe, a forma com que a obra faz você se apegar as garotas e o que ele faz com elas depois, realmente inovam no conceito de terror psicológico.

Sendo extremamente pesado nesse aspecto e gerando enorme desconforto no jogador, sem recorrer a truques muito baratos e manjados como jumpscares, mas sim usando muito do fator de quebra da quarta parede, mexer nos arquivos do seu PC e outros métodos que mesmo conhecidos, não tem sido tão usados da forma que DDLC usou. 

Agradeço a sua atenção! Até logo~

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