Dragon Quest: Dai no Daiboken, O Pequeno Fly de 2020

Fala galera! Eu sou o Paladino. E estamos aqui pra mais um texto no blog do Animystic, hoje falaremos de Dragon Quest: Dai no Daiboken, ou para os veteranos mais experientes: Fly, O Pequeno Guerreiro.

Dragon Quest

Anime

©ToeiAnimation

Apesar do nome remeter certo tipo de lembrança nas pessoas, a franquia Dragon Quest é pouco conhecida, ou mesmo relevante, na cultura brasileira.

Embora possua uma série de jogos muito famosos, principalmente os mais recentes, é verdade que a sua impressão digital não se aplica de forma relevante no meio Otaku Br.

Claro que isso se deve ao conteúdo proposto pela obra que se desenvolveu com muito mais afinco no mundo dos consoles, do que de fato em outras mídias, diferente de outras obras do mesmo autor.

No universo dos consoles, Dragon Quest é produzida e desenvolvida pela Square Enix, e possui como character design Akira Toriyama, pai da série Dragon Ball. E por possuir como foco principal os games, levou certo tempo para que seus horizontes fossem expandidos para outras mídias como animes, mangás e light novels.

Contudo, mesmo sendo produzidas, aparentemente tiveram um impacto maior na terra do sol nascente do que no mundo ocidental.

Os Animes, Mangás e Light Novels da Serie Dragon Quest

Em 1988 a mídia de Dragon Quest alcançou um novo caminho. Migrando de sua anterior fase de jogos e passando a fazer parte de um nicho diferente de consumidores e produtores.

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As primeiras Light Novels foram lançadas em 1989 e contam com títulos como: Dragon Quest Monsters Story; História do item Dragon Quest, a Serie Dragon Quest Perfect Collection, entre outras.

Enquanto em formato de mangá Riku Sanjo e Koji Inada, criaram Dragon Quest: Dai no Daiboken, ou literalmente: A Grade Aventura de Dai. Outras mídias também foram importadas ao longo do tempo, como Mangás e light novels baseados nas histórias dos jogos, mas que não tiveram tanto impacto quanto o formato de RPG trazia.

Em 2019 a Netflix lançou um longa em formato 3D com o Título “Dragon Quest: Your Story”. Que contou brevemente a história de Dragon Quest V, preparando terreno (talvez) para o lançamento de 2020.

Entretanto, vale lembrar que mesmo apadrinhando outras mídias os lançamentos da saga para o mundo dos games não parou, contando com títulos que vão até os consoles de gerações atuais.

Contudo, em 2020 tivemos a apresentação de um remake, inesperado, de Dragon Quest: Dai no Daiboken, originalmente lançado em 1991, que no Brasil chegou com o nome de Fly, O Pequeno Guerreiro.

Dai no Daiboken

Originalmente as aventuras de Dai foram criadas em mangá. Mas a série acabou agradando demais os fãs no Japão e as folhas dos mangás acabaram ficando pequenas para o sucesso da série. Com isso, houve uma adaptação da série em formato de anime desenhada aos moldes característicos de Akira Toriyama, como toda a série. Desenvolvida pela Toei Animation.

Brevemente falando, a série contava a história de Dai um garoto órfão deixado numa ilha povoada com diversos monstros que, anteriormente caçados, se exilaram por medo de sua extinção.

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Haja vista que esse motivo se dava pela influência do antigo Rei Demônio, Hadlar, que foi derrotado pelo grande herói do mundo. Treinado por um monstro eremita que pode realizar magias, Dai, se depara com frustração ao tentar faze-las e não conseguir.

Mas que ao passo dos episódios revelam que Dai possuía um enorme poder oculto desperto, invariavelmente, em momentos de fúria ou pressão.

Apesar de repleta de clichês, a série funcionava e possuía uma trama recheada de dramas e o humor característico da época, mas que acabou não envelhecendo bem. Se tornando deveras infantil e até cansativa em certos pontos. Mas não desmerecendo seu impacto para época, muito pelo contrário.

Fly, O Pequeno Guerreiro de 2020

Com isso chegamos ao remake. Eu confesso que sou suspeito em falar da qualidade do anime, pois eu cresci assistindo o desenho na TV.

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Dragon Quest chegou como Fly, o Pequeno Guerreiro no Brasil, exibido pela SBT nas manhãs de um extinto programa infantil. Época muito boa e tenebrosa, diga-se de passagem.

Entretanto, o meu apego a série original se dava mais pelas memórias falsas que eu tinha da época em relação ao conteúdo da obra. Hoje em dia é perceptível a forma como algumas coisas são desenvolvidas de maneira arrastada.

Os primeiros 04 episódios, em comparação com o remake, apesar de possuírem o mesmo formato tem impactos diferentes justamente por essa qualidade de produção.

O anime de 2020 possui uma dinâmica mais agitada e consegue otimizar o tempo de história dando uma diferente chamada para os mesmos acontecimentos da obra principal, que não perde seu valor.

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Contudo não impacta como a serie atual. Pode ser que isso se deva pela qualidade técnica aplicada atualmente, ou pela evolução da tecnologia. Todavia, apesar dos aspectos técnicos serem um ponto forte, a trama se desenrola em uma velocidade diferente.

E isso faz a diferença entre as obras e denota o fato de como a história era boa desde o início, precisando apenas de um toque de maior qualidade para se desenrolar de maneira envolvente.

Façamos nossas apostas para a serie de 2020 e que possamos ver Dai ou Fly, atingir o maior nível que toda criança sonha em ter, o título de um herói.

Encerrando

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Mas essa, jovens, é a minha opinião! E você? O que achou da série? Já assistiu o anime de 1991? Não? Então sou eu que sou velho mesmo.

Deixa ai nos comentários o que você acha da série, não esquece de compartilhar para dar aquela força pro nosso trabalho.

Eu vou ficando por aqui! E até mais!

“- Cara, cadê o gomechan…?”

Paladino

Sou leitor assíduo de conteúdo Otaku e material nerd em geral. Muito fã de Tokusatsu, em especial a franquia Ultra, do qual sou realmente maluco. Corredor por esporte, trabalhador por necessidade e redator de passatempo.
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