O que esperar da nova era de adaptações asiáticas

Oi eu sou o Bruno, e hoje comento alguns pontos sobre a nova era de adaptações live actions de obras asiáticas pela Netflix.

De acordo com uma recente matéria da Variety, as obras Alice in Bordeland e Sweet Home se tornaram hits de audiência a nível mundial dentro da plataforma. As séries são adaptações de uma Webtoon e um mangá. Sendo uma produção japonesa e outra coreana. Conforme já noticiado antes, essas adaptações não são necessariamente novidades, tendo em vista outras obras já mencionadas aqui no site como: Blazing Transfer Students

Alice in Borderland Foto © Netflix

No entanto, é muito relevante observar os números apresentados. Ainda segundo a matéria da Variety, Alice in bordeland teve, até então, uma média de expectadores de 18 milhões. Enquanto Sweet Home somou nas primeiras semanas no catálogo do serviço de streaming, um total de 22 milhões de “audiência”.

Mas do que se tratam essas séries?

“Alice in Borderland”

Sinopse:

Um gamer e seus dois amigos correm para um banheiro público em Tóquio. Quando eles saem, a cidade está deserta. Enquanto tentam descobrir o que aconteceu com o mundo a sua volta eles são levados a jogar um jogo mortal para ganhar o direito de continuar vivos.

A saber, a série teve uma segunda temporada confirmada. Além disso, sua história é baseada em um mangá de mesmo nome de autoria de Haro Aso. O mangá teve sua publicação feita pela Weekly Shonen Sunday entre 2010 e 2016.

Por fim, o sucesso da obra continua evidente, uma vez que, a adaptação tem alcançou o Top 10 na Alemanha, França, Portugal, Áustria, Grécia, entre outras regiões. Consequentemente, essa versão da obra atingiu desde sua estreia o Top 10 em quase 40 países ou territórios.

“Sweet Home”

Sinopse:

Sweet Home é um suspense sobre um estudante solitário que, depois de perder a família, se muda para um novo apartamento. Lá, ele enfrenta situações muito bizarras. A série mostra um mundo onde as pessoas viram monstros que refletem seus desejos.

Baseada no webtoon de Carnby Kim e Youngchan Hwang, o live action de Sweet Home conta com o diretor Lee Eung-bok (Mr. Sunshine – Um Raio de Sol, Goblin: The Lonely and Great God, Descendants of the Sun), que volta a parceria de sucesso com a empresa. Ainda mais, a obra original já possui um total de 1.2 bilhões de visualizações na plataforma WebToon.

© Sweet Home – WEBTOON

De maneira geral,

Os números, juntamente dos reviews positivos do público, parecem marcar uma nova era de adaptações e obras “asiáticas” dentro da Netflix. Além dos animes que ganham selos de exclusividade do serviço, produções “ocidentais” que adaptam mangás e animes também estão em produção. Todavia, é importante ressaltar que a interpretação ocidental dessas obras não costuma agradar aos fãs. Por conta disso é mais que animador ver o sucesso desses live actions, produzidos na terra natal de suas obras originais.

Sweet Home © Netflix

Diante disso, se faz necessário perguntar o que mais poderia ser feito? Há de se apontar que as obras citadas pertencem a um nicho, como terror e ficção cientifica. Por consequência isso limitaria sua exibição. No entanto, o cenário contrário se mostrou permitindo pensar que obras mereceriam uma adaptação.

Alice in Borderland © Haro Aso

Como não podia deixar de ser, deixo meus palpites de obras que seriam tão empolgantes e cativantes quanto as já mencionadas. Além de serem, por si só, grandes hits em suas versões originais.

City of Blank de 66

City of Blank © 66

Em um mundo onde criaturas parecidas com fantasmas chamadas “Blanks” podem roubar o seu rosto e sua vida, um jovem rapaz chamado Rex está à procura do assassino de seu irmão. Diferente de todos, Rex possui a estranha habilidade de tocar esses seres. Muitos mistérios ainda existem nesse mundo, e segredos sombrios sobre a cidade e sobre os Blanks se surgem enquanto Rex tenta sobreviver e realizar sua vingança.

City of Blank © 66

Apesar de parecer bem sério, a obra tem um teor de comédia muito bem aplicado. Com uma arte dinâmica os personagens ganham vida facilmente. Além disso, todos nesse mundo precisam usar máscaras para se proteger desses seres, o que cria ótimos elementos para uma adaptação.

City of Blank © 66

Gito de  Lee Gyuntak e Noh Miyoung

Gito Kang é o único sobrevivente de uma série de sequestros que abalou a Coreia. E agora ele quer vingança. Que a caça comece.

Apesar da sinopse curta, essa obra apresenta uma proposta muito cativante, pois após sofrer um trauma enquanto criança, o protagonista dedica sua vida a “caçar” bandidos. Ele é atormentado por visões do passado e uma estranha habilidade de sentir a morte e a culpa nas pessoas. Se trata de uma história de ação policial, mas com momentos relevantes de humor.

 

The Last human  de Amazing Works

Zuo Tianchen é o último humano vivo em uma cidade infestada de zumbis. Quando ele estava prestes a morrer ele acabou voltando para o seu eu de 10 anos atrás. Qual será o desfecho desta vez com Zuo Tianchen possuindo sua experiência de 10 anos no futuro?!

Essa obra  é um velho conhecido, e consegue unir facilmente elementos como terro de zumbis com artes marciais e ainda “super poderes”. A trama não se importa em usar de elementos clichês desses gêneros, pois eles serão de alguma maneira subvertidos pela natureza dos personagens e o humor debochado aplicado ao quadrinho.

Conclusão

É necessário ressaltar e parabenizar todo o trabalho de produções que fogem do eixo ocidental, em destaque o estadunidense. Além disso, reconhecer e torcer pelo contínuo sucesso dessas produções é muito importante, uma vez que isso irá apenas beneficiar a expectadores e produtores.

Alice in Borderland Foto © Netflix

É inegável a associação direta entre essas obras e uma maior aceitação de uma cultura diferente que a já consumida na grande mídia. Além de quebrar tabus, todo um mercado que vai desde artistas que lançam quadrinhos online até diretores e roteiristas de cinema e televisão é fomentado com o sucesso dessas obras.

Sweet Home © Netflix

Portanto, que venha ainda mais adaptações e novas obras e com alguma sorte as nossas favoritas.

See You Later Elevator.

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