Tokusatsu na Tv, o Saudosismo mantém a audiência?

Fala galera, eu sou O Paladino, aspirante a redator aqui no blog do Animystic. E como minha primeira contribuição a equipe vou trazer um assunto muito comentado nas redes sociais nos últimos dias: Tokusatsu.

Brevemente falando, Tokusatsu é abreviação para o termo “Tokushu Kouka Satsuei” literalmente traduzido em Filmes que utilizam efeitos especiais.

Apesar do termo nipônico nos remeter as series exclusivamente japonesas, Tokusatsu, pode ser empregado em qualquer produção (seja filme ou serie) que utilize desses artifícios. “– Um abraço Spielberg”.

Tokusatsu

© Toei Company

Tokusatsu como Febre Nacional

No Brasil, teve sua estreia em meandros dos anos 60, mas foi apenas no final da década de 80 e ao longo dos anos 90, que as series ganharam mais força, arrebanhando uma legião de fãs ao longo de suas exaustivas utilizações em eventos, brinquedos e até comerciais.

Apesar de sua explosiva progressão e crescimento, o gênero não conseguiu acompanhar o crescimento do seu publico alvo, perdendo ao longo dos anos mais e mais audiência por conta da reutilização das series que já estavam batidas e a falhas em sua renovação.

Haja vista que mesmo na terra oriental o próprio mercado Tokusatsu passava por suas precarizações e dificuldades de crescimento, apresentando séries com cada vez menos qualidade de produção e trama. O que pode ter sido, ou não, uma das causas na queda ao redor do mundo.

Por outro lado como grande difusora do gênero no Brasil, a rede Manchete (descanse em paz), soube aproveitar da época dourada das series estabelecendo uma grande conexão do povo brasileiro com o entretenimento da cultura japonesa.

Contando como maiores sucessos de sua audiência: Changeman, Jiraiya e Jaspion, com o ultimo se tornando uma febre tão grande ao ponto de deixar envergonhada qualquer pessoa gripada.

– Mas e aí Paladino, o que isso tem com os dias de hoje? – Vocês me perguntam.

– Não faço ideia! -. Eu respondo.

Jaspion

© Toei Company

Brincadeiras a parte, surfando nessa onda de nostalgia que o povo brasileiro tinha das series em sua infância e em contrapartida aos referenciais heroicos americanos de roupas coladas, uma nova fase de exibição de heróis japoneses parece ter se iniciado.

Uma Esperança

Uma parceria da Sato Company (que tem apostado muito no material Otaku em terras “brasilis”), com a Rede Bandeirantes iniciou um novo momento de exibição do gênero em tv aberta. O resultado disso foi uma explosão de audiência nas duas primeiras semanas de exibição, com queda gradual a cada novo episódio.

Apesar do resultado pouco promissor, não foi uma derrota que o Tokusatsu sofreu nesse cenário. Muitas pessoas puderam se divertir novamente com as histórias que rechearam suas fantasias durante a infância.

E outros, que se mostraram interessados, puderam conhecer um pouco o universo dos heróis da terra do sol nascente. Contudo a aposta nas series antigas é carregada de saudosismo e as histórias não envelheceram bem.

Changeman

© Toei Company

No entanto a aposta esperançosa é que com a reexibição dessas três series com maiores índices de aceitação pelo público, novas series japonesas também possam ser trazidas para exibição, com temáticas mais atuais, efeitos mais aceitáveis e histórias mais bem estruturadas.

Mas isso torna a aposta nas series antigas ruins? De forma alguma, contudo é preciso ser realista e reconhecer que saudosismo não mantem audiência.

Existem muitas séries atuais que poderiam, ou podem, trazer um publico mais juvenil ao universo Tokusatsu.

Um exemplo pratico é a Tsuburaya Productions que abriu um canal no Youtube, onde exibe episódios de séries que contam com altos índices de aprovação.

Já pensou se essa moda pega? Ver antigos e novos heróis nas telinhas não seria lá má ideia.

Mas e você leitor, o que acha disso? Deixa aí nos comentários sua opinião, vamos compartilhar essa ideia. Eu fico por aqui e até a próxima!

Paladino

Sou leitor assíduo de conteúdo Otaku e material nerd em geral. Muito fã de Tokusatsu, em especial a franquia Ultra, do qual sou realmente maluco. Corredor por esporte, trabalhador por necessidade e redator de passatempo.
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