Kyoto Animation – Jornal Kyoto Shimbum relata discrepância entre Polícia e família das Vítimas

Após a Polícia da Prefeitura de Kyoto, divulgar no dia 27 de agosto, os nomes de 25 das 35 vítimas do incêndio na Kyoto Animation, que ocorreu no dia 18 de julho no Edifício Estúdio 1 para as agências de notícias, a Polícia da Prefeitura de Kyoto e a Agência Nacional de Polícia do Japão (NPA), entraram em desacordo sobre a divulgação dos nomes das 25 vítimas restantes, com a NPA sustentando o argumento de que o nomes só deveriam ser divulgados com o consentimento das famílias das vítimas.

No entanto, o jornal Kyoto Shimbun, informou no dia seguinte a divulgação dos nomes (27/08), que havia conversado com algumas famílias que não se opuseram a divulgação dos nomes de seus entes queridos. Segundo o jornal, algumas famílias que a Polícia da Prefeitura de Kyoto diz terem negado o consentimento, disseram em entrevista ao jornal, que não haveria problemas em divulgar os nomes. E ressalta que uma família em particular, disse que acharia incomum se a Polícia não divulgassem os nomes das vítimas, e apelaram aos policiais para que isso fosse feito.

Daisuke Okeda, o advogado que a Kyoto Animation contratou para comunicar ao público sobre o incêndio, também comentou dizendo que a decisão da Polícia da Prefeitura era “extremamente lamentável”, e pediu para que a mídia respeitassem as vítimas e seus familiares.

O jornal Kyoto Shimbun, informou que a Polícia da Prefeitura de Kyoyo, tentou se encontrar com os parentes das vítimas antes do anúncio dos 25 nomes restantes, no entanto, algumas famílias se recusaram a falar. O jornal citou também um comentário de um indivíduo envolvido na investigação, que afirmou: “obter as opiniões de todos os envolvidos provou ser extremamente difícil”. O Jornal citou um comentário de um dos pais das vítimas, e disse que a Polícia não perguntou sobre seu desejo de anunciar ou não o nome da vítima. Os pais também comentaram que não entenderam porque a Polícia não perguntou.

A Polícia japonesa não revelar os nomes dos mortos em certos acidentes não é novidade. As autoridades nipônicas pararam de revelar os nomes das sete vítimas que um incêndio num hotel da cidade de Fukushima em maio de 2012, bem como os nomes de 19 pessoas assassinadas em um centro de atendimento na cidade de Sagamihara, em julho de 2016.

Fonte: aqui

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